Poesia reunida: 40 anos (1980-2020)
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"Poesia reunida", de Thereza Christina Rocque da Motta, reúne sua produção desde a estreia em 1980 até este ano em que se completam 40 anos do lançamento do seu primeiro livro “Relógio de sol”, em São Paulo, aos 22 anos. Seu primeiro livro solo viria em 1982, “Joio & trigo”, prefaciado por Claudio Willer, poeta da Geração 60, que ancorava os poetas que surgiram após 1980. A reunião desses livros traz sua produção publicada de poesia, excetuando-se as crônicas (Lições de Sábado), sua peça de teatro (Breve anunciação) e a novela sobre Capitu. Thereza Christina é paulistana, nascida em 1957, formada em Direito, e participou de vários movimentos de poesia desde a época de faculdade no Mackenzie. Voltou a morar no Rio de Janeiro em 1999, tornando-se também editora, além de tradutora. A poesia sempre foi seu modo principal de expressão, expandindo-se para as outras formas durante seu período de amadurecimento literário nos últimos 20 anos.

Poesia Reunida: 40 anos (1980-2020)
ISBN 978-65-991249-0-7
Capa: "Ventos de oeste", de Takashi Fukushima
Diagramação: Romildo Gomes
776 p.
16x23cm
Brochura
R$ 70,00

COMENTÁRIOS SOBRE A OBRA DA AUTORA:

O eu poético de Thereza Christina Rocque da Motta se integra e desintegra na própria poesia, de tal forma o criador não só vive a vida, mas por ela é vivido. A poeta, esta inspiradíssima e consciente, como deve ser todo poeta, é um belo exemplo de tudo o que se falou acima. Dessa maneira, não só constrói o poema, como também por ele ela é construída. E a vida assina embaixo.
Olga Savary

Lírica, a autora ausculta o Eu. Surpreende nos versos o contato com o imaginário, no que há de mais universal e inteligível. Como pequenos oráculos, os poemas festejam experiências pessoais em versos. Embora não se prenda à voz de uma mulher, é do olhar feminino que a autora fala, da percepção feminina.
Elaine Pauvolid

A leitura desse objeto Novo que você cria (acontece o mesmo com “Intemperanças”, “Breve Anunciação” e “Pandora”), joga o leitor (sem a menor complacência – e isso é uma das virtudes editoriais que mais fascina em seu trabalho e o faz tão singular na moldura cultural desse nosso tempo tão “comum” e unidimensional), em um caminho onde seu cérebro é desafiado ao limite mais extremo daquela “Verstehen” (compreensão íntima), que, para Husserl, é a única chave/clave possível para o entendimento estético de uma obra. O leitor é testado ao máximo: ele tem o “objeto-livro” pleno de mistério/emoção gráfica NOVA, vetorizando, conduzindo, arrastando seu entendimento para o rio desconhecido do Poema.
Marcílio Farias

Sua poesia me surpreendeu. Descobri o "Joio e trigo" em uma livraria e, ao ler os poemas, só encontrei o trigo.
Mauro Salles (18/08/1987)

Os poemas dessa jovem poetisa, estribando-se numa experiência interna, constituem-se num discurso caleidoscópico, onde cada fragmento revela algo: a lembrança de um rosto, a revisitação de uma cidade, o mistério da noite, enfim, fragmentos que se lhe filtram nos poemas, tornando-os autônomos entre si e, ao mesmo tempo, consoante a contemplatividade que os enriquece, marcados de unidade existencial.
Carlos Burlamáqui Köpke, do prefácio de "Relógio de sol" (1980)

Thereza Christina tem a face de seus poemas: lunar, com o seu quê de penumbra no branco, com suas explosões tão súbitas, subvertendo o ritmo contido. Às vezes, revolta-se com a miragem ao espelho de sua alma e busca deitar ao chão “tão indignas/ tão estranhas palavras”.
Dora Ferreira da Silva, do prefácio de "Papel arroz" (1981)

Um texto como "Joio & trigo" apresenta interesse não só por seus indiscutíveis méritos literários, mas também como narrativa alegórica de uma viagem, de uma travessia por esta paisagem humana, onde há pessoas que dialogam, se encontram, transam e se amam, "os profetas da clandestinidade" que escrevem "um poema que não termina", deixando-o "como prova ou testemunho de que estamos aqui e vivos".
Claudio Willer, do prefácio de "Joio & trigo" (1982)

A escrita de Thereza Christina, ao contrário da escrita automática dos surrealistas, não busca a abundância e o desbordamento, mas a contenção, metáfora do cioso controle que os amantes pretendem exercer sobre o incontrolável da experiência amorosa. É que o amor absoluto, o de Areal, o surrealista ou o mais antigo, se alimenta sempre de paradoxos.
Carlos Felipe Moisés, da apresentação de "Areal" (1995)

Não há uma poesia que alude, apenas, e uma outra que discursa e se explica. Uma é poesia, a outra não é nada. Esta de Thereza Christina é daquelas que são atraídas e antecipadas pelas alusões que se definem como material poético. Nela estão os vazios que são como as pausas na música e, como elas, distribuem a beleza e preparam o coração.
Luiz Carlos Lisboa, do prefácio de "Areal" (1995)

Neste confronto entre a realidade e a ficção, Thereza Christina Rocque da Motta faz com que surja, através de seus versos, uma nova dimensionalidade, feita da fusão do milenar com o contemporâneo, do atávico e do imemorial com as multipossibilidades da “física quântica poética”, materializadas na grandeza de cada gesto simples, de infinita amplitude.
Leila Míccolis, da apresentação de "Sabbath" (1998)

Poesia de bacante e papisa, santa e prostituta, fêmea e anjo. Água de cântaro rolando pelas sarjetas. Suja de vida, mas repleta de etéreo. Abre os portões do Éden e nos acompanha numa visita ao inferno pelas mãos, não de Virgílio, mas de Beatriz. Ela mesma, Beatriz. Ela mesma, Dante. Ela mesma, musa e artífice. Músculos e sonhos. O tear e a teia de si mesma para os outros.
José Nêumanne Pinto, do prefácio de "Alba" (2001)

Terremotante e terremotada amiga: saiba que sempre gostei de seu trabalho, mas estes que acabo de ler são de perder o fôlego, e me deixaram assim confuso e perplexo com a intensidade de suas linhas sísmicas, com a força de seus segredos, com a sua absoluta forma de dizer e de amar, de carne e transcendência, de ar e de fogo... fiquei impressionado... e mais coisas poderia dizer... da límpida expressão e do estranho, insólito sentimento que seus poemas despertam em minhas terras desoladas ou quase ou nem tanto...seria longo dizer a energia, a eletricidade, Eros e Thanatos, presente em seus poemas... Saiba, Thereza, que suas linhas ainda trabalham, mesmo e principalmente, depois da leitura.
Marco Lucchesi, março, 2001

Hoje reli teu poema e me emocionei. De associação a associação fui a Tomás Antônio Gonzaga, Drummond, Fernando Mendes Viana e fiquei pensando nesse tesouro da poesia que os poetas vão acumulando com suas vozes novas dizendo as velhas coisas eternas.
Astrid Cabral, junho 2002

Obrigada pelos "Lilases" – flores tão lindas, de que eu vi moitas e moitas nos jardins de Utah – ficou uma preciosidade editorial, parabéns. E vejo com prazer e também uma doce inveja, seu talento de tradutora. Fazer versão e, versão de poesia, é fogo. A vantagem é que, sendo a própria autora, está mais livre em relação ao original. Um belo trabalho. Receba um beijo na testa,
Marina Colasanti

SOBRE A AUTORA:
Thereza Christina Rocque da Motta nasceu em São Paulo, em 10 de julho de 1957, é poeta, advogada, editora e tradutora. Em 1978, tornou-se editora do jornal Análise, que levou à criação, em 1980, do Grupo Poeco – Só Poesia, movimento de poetas mackenzistas, que se expandiu por meio da publicação de cinco antologias e a realização de três concursos nacionais de poesia, o Concurso Mackenzie de Poesia, até 1982, com o patrocínio do Instituto Mackenzie, além de exposições de poesia itinerantes (Exposição Livro Aberto) e da distribuição de cartazes com poemas dos membros do grupo chamados “Cafezinho”. Foi chefe de pesquisa brasileira do Guinness Book, o Livro dos Recordes, em 1992, e coordenadora de pesquisa da redação de Projetos Especiais, ambos na Editora Três, até 1995.

Publicou Relógio de sol (Poeco, 1980), Papel arroz (Poeco, 1981), Joio & trigo (Poeco, 1982 e 1983, Ibis Libris, 2004), Areal (Geração/Dolfin, 1995), Sabbath (Blocos, 1998), de forma independente e, pela Ibis Libris, Alba (2001), Chiaroscuro (2002), Lilases (2003), Rios (2003), Marco Polo e a Princesa Azul (2008), O mais puro amor de Abelardo e Heloísa (2009), Futebol e mais nada: Um time de poemas (2010), A vida dos livros (crônicas, 2010), Odysseus & o Livro de Pandora (2012), Breve anunciação (poema dramático, 2013), As liras de Marília (poema histórico, 2013), Capitu (novela, 2014), Folias e Horizontes (2014), Lições de sábado (crônicas, 2015), Intemperanças (2016), Minha mão contém palavras que não escrevo e Pandora (2017), Lições de sábado 2, O amor é um tempo selvagem e A vida dos livros Vol. 2 (2018), além de ter participado de diversas antologias, entre elas, Poemas cariocas e Ponte de Versos.

Traduziu, entre outros, A sereia e o monge, de Sue Monk Kidd (Prestígio, 2006), republicado com o título original A Cadeira da Sereia (Companhia das Letras, 2016), Marley & Eu, de John Grogan (Ediouro, 2006), Os diários secretos de Agatha Christie (Leya, 2010), A Dança dos Sonhos, de Michael Jackson (Ibis Libris, 2011), 44 Sonetos escolhidos (Ibis Libris, 2006), 154 Sonetos (Ibis Libris, 2009) e 101 Sonetos de Amor (2016), de William Shakespeare, O Corvo, de Edgar Allan Poe (Ibis Libris, 2013) e O Unicórnio e outros poemas, de Anne Morrow Lindbergh (Ibis Libris, 2015).

Tomou parte da Conference on World Affairs, na Universidade do Colorado, Boulder, EUA, em 2002, 2003 e 2005. É membro da Academia Brasileira de Poesia (Petrópolis) e do PEN Clube do Brasil (RJ). Participou como Jurada de Tradução do Prêmio Jabuti em 2018. Fundou a Ibis Libris em 2000.