O lápis da natureza
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R$ 35,00

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Este pequeno trabalho, ora apresentado ao Público, é a primeira tentativa de publicar uma série de pranchas ou imagens totalmente executadas pela nova arte do Desenho Fotogênico, sem qualquer auxílio do lápis do artista. O termo “Fotografia” é agora tão conhecido que uma explicação sobre ele talvez seja supérflua; mesmo assim, como muitos podem não estar familiarizados com a arte pelo seu nome, já que a descoberta ainda é muito recente, algumas palavras de explicação geral devem ser ditas. É suficiente, então, apontar que as pranchas deste trabalho foram obtidas pela mera ação da Luz sobre o papel sensível. Foram formadas ou esboçadas somente por meios óticos e químicos, sem qualquer ajuda de alguém familiarizado com a arte do desenho. São impressas pela mão da Natureza, e o que ainda lhes falta em delicadeza e acabamento de execução deriva principalmente da nossa falta de conhecimento suficiente de suas leis.
Do prefácio de William Henry Fox-Talbot

Publicado em fascículos, entre 1844 e 1846, "The Pencil of Nature" (O Lápis da Natureza), do inglês William Henry Fox-Talbot, não é um livro técnico. Apesar de trazer o relato do caminho percorrido pelo autor em sua busca de um processo fotográfico, não traz qualquer fórmula ou detalhamento dos procedimentos desenvolvidos pelo autor para fazer uma calotipia. Porém, isso não é de se estranhar, uma vez que Talbot, até o início da década seguinte, era o detentor da patente do processo, licenciando quem quisesse usá-lo, mediante o pagamento de royalties. "O Lápis da Natureza" não é só um livro com fotografias que deva ser tratado como uma curiosidade resultante da vaidade de seu autor. Talbot, antes de criar a calotipia, já era um matemático reconhecido e membro da Royal Academy; dessa forma, também não deve ser tratado somente como se fosse uma peça de marketing pessoal, ou de propaganda de um processo. História, registro, nacionalismo, polêmica, autopromoção, divulgação da invenção, pioneirismo editorial e também fracasso. Tudo isso está misturado em O lápis da natureza, cuja leitura de suas poucas páginas mostra parte do seu método de trabalho e da forma de pensar de um dos pioneiros da fotografia.
Fabio Giorgi

William Henry Fox-Talbot (1800-1877). Cientista e erudito inglês com múltiplos interesses. Da matemática à arqueologia, passando pela física, astronomia e botânica, porém sendo principalmente lembrado por ser um dos primeiros fotógrafos. Criador do processo da calotipia para a obtenção de imagens negativas reproduzíveis, foi o responsável direto pela primeira onda de popularização da fotografia.

Fabio Giorgi, advogado carioca, nascido em 1956, após mais de 20 anos de prática profissional, a partir de 2006, passou a se dedicar em tempo integral à fotografia, pesquisando, praticando e divulgando, através de exposições, palestras e oficinas os processos fotográficos históricos do século XIX e demais processos experimentais. Desenvolvendo seu trabalho no que se convencionou chamar fotografia alternativa, é responsável pelo blog Alternativa Fotográfica (www.alternativafotografica .wordpress.com). Em 2017, lançou o Manual de cianotipia e papel salgado, pela Ibis Libris.

O LÁPIS DA NATUREZA
William Henry Fox-Talbot (1800-1877)
Tradução de Fabio Giorgi (1956-)
ISBN 978-85-7823-230-6
Com fotografias do autor.
14x21cm
brochura
84 p.
R$ 35,00

Lançamento em 16 de agosto de 2019, no Buriti Sebo Literário
Rua do Carmo, 9 sala 902
Centro - Rio de Janeiro - RJ