Destorcer o Brasil
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A torção do olhar barroco expressa nas artes plásticas desde os idos do século XVI europeu, como as retorções em nossas artes barrocas e nas figuras retóricas de nossas letras são comoventes. Como deve ser também a compaixão pelas contorções da dor psíquica e física pelo infortúnio da vicissitude humana, particularmente em nossas terras. Todavia, as distorções entre o ver e o crer, o pensar e o agir, entre o código moral e a conduta social, entre a lei e observância da lei na vida em sociedade, sobretudo no cumprimento dos deveres cívicos e políticos entre governantes e governados, me parece uma transposição cultural desastrosa do barroco para os campos da política, da justiça, da moral e dos costumes, e que chamo de nosso resiliente barroquismo. E, se bem entendida, se abre como uma oportunidade única e objetiva de mudança para um país minimamente civilizado e razoável. A oportunidade de destorcer o Brasil como nos desfazer de suas torções, retorções, contorções e distorções. Este bom entendimento de um novo imaginário social para o país, por parte de verdadeiras elites, da alta cultura, e, sobretudo dos produtores de conteúdo da mídia, pode ser uma oportunidade de ouro para a superação de nossa barroquista encruzilhada civilizatória. Prefácio de Mario Guerreiro.

Jorge Maranhão é consultor em comunicação, escritor, articulista, palestrante e empreendedor social. Mestre em filosofia pela UFRJ, tem se dedicado às áreas de política, cultura, arte e comunicação. Fundador da Propaganda Professa, em 1976, tem feito consultoria na área de comunicação institucional e cidadania corporativa para empresas nacionais e estrangeiras desde 1981. É autor de dois livros de ficção, além de ensaios, como A Arte da Publicidade, de 1978, e de Mídia e Cidadania, de 1983. Em 2003, lançou A Voz do Cidadão, o livro de mútua-ajuda da cidadania e, em 2006, Cultura de Cidadania, para construir um novo país. Tem colaborado com artigos de opinião para os principais jornais do país desde 1988, como O Globo, Jornal de Brasília, O Estado de S. Paulo, revista Época e Valor Econômico. Atualmente é colunista do Diário do Comércio de São Paulo e do Congresso em Foco, de Brasília. Dirige o Instituto de Cultura de Cidadania A Voz do Cidadão desde 2003. Edita o site www.avozdocidadao.com.br, tendo produzido e apresentado por dez anos os boletins da Voz do Cidadão nas rádios Globo e CBN. É líder Avina desde 2003. Participou da fundação do Instituto Millennium, em 2005. É líder cívico RAPS desde 2016.

Destorcer o Brasil: De suas cultura de torções, contorções e distorções barroquistas
Jorge Maranhão
Prefácio de Mario Guerreiro
ISBN 978-85-7823-319-8
400 p.
16x23cm
R$ 60,00