Minha mão contém palavras que não escrevo
×
Minha mão contém palavras que não escrevo
Minha mão contém palavras que não escrevo
De: R$ 35,00
Por: R$ 30,00
6× de R$ 5,54
vezesparcelatotal
sem jurosR$ 30,00R$ 30,00
R$ 15,68R$ 31,36
R$ 10,60R$ 31,80
R$ 8,07R$ 32,28
R$ 6,55R$ 32,75
R$ 5,54R$ 33,24
Você poderá escolher o número de parcelas ao concluir a compra.

* Isto é uma simulação, verifique o valor final das parcelas no intermediador de pagamentos.

vezesparcelatotal
sem jurosR$ 30,00R$ 30,00
Você poderá escolher o número de parcelas ao concluir a compra.

* Isto é uma simulação, verifique o valor final das parcelas no intermediador de pagamentos.


Adicionar ao Carrinho
Ao saudar minha companheira de viagem por estes 44 poemas, saúdo também os poetas que ainda respeitam esse ofício de escrever poemas sem a leviandade reinante na poesia atual deste país. E faz tempo. Repito: saúdo Thereza Christina com o coração que ainda me resta. Convém dizer, por exemplo, que a palavra “coração” está proibida pelos tecnocratas da poesia brasileira, esses que habitam os becos da palavra vazia para informar o nada. A poesia é coisa séria, sim. Não generalizando, são poucos o que a ela se dedicam com trabalho e honestidade. É assim com Mário de Andrade que, em 1917, ao publicar seu primeiro livro, Há uma gota de sangue em cada poema, obra que ele considerou imatura, mas o título não é. Pelo contrário: revela uma grande verdade poética e de vida da poesia. Assim como Augusto dos Anjos, o único poeta universal brasileiro, que buscou na dor da palavra de sua poesia que vive nas sombras. Evidentemente, nenhum poeta precisa ser um suicida em potencial. Mas poetas de verdade sabem que o poema não é um mero jogo de palavras, como querem alguns desavisados que não sabem o que fazer da vida. No entanto, infelizmente, é isso que vale para o Brasil de hoje, uma espécie de uma nova ditadura, agora a ditadura da mediocridade.

Álvaro Alves de Faria

Álvaro sempre foi um exemplo e um guia, alguém que dava o tom para que a poesia fosse feita, tanto que escreveu tantos livros, lançados aqui, em Portugal e na Espanha, onde encontrou mais eco para sua poesia. O Twitter nos reuniu novamente. Curti uma das frases que ele havia postado, quando me pediu o email e o telefone, que mandei imediatamente. E, depois de me enviar seus livros e eu lhe enviar os meus, que produzimos de 2001 para cá, depois do lançamento de A palavra áspera, ele me propôs escrever um livro “a quatro mãos”, com 22 poemas cada um, somando 44 no final, metapoemas, em que falaríamos da poesia, da escrita, das palavras, dos poetas, dos livros, das pessoas e tudo que envolve literatura, vida, dia a dia, fazer, criar... nosso ofício, por assim dizer.

Thereza Christina Rocque da Motta

ISBN 9788578232733
15,5x23cm
92. p.