A vida de um rio morto: monumento ao rio Doce
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A vida de um rio morto: monumento ao rio Doce
A vida de um rio morto: monumento ao rio Doce
R$ 35,00

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Carlos Nejar nasceu em Porto Alegre, RS, em 1935. Procurador de Justiça aposentado. Pertence à Academia Brasileira de Letras, da qual foi, em 2000, Secretário-Geral e Presidente em exercício. Pertence à Academia Brasileira de Filosofia, ao Pen Clube do Brasil e à Academia Espírito-Santense de Letras. Traduzido para várias línguas, tem sido estudado em universidades tanto no Brasil quanto no Exterior. Publicou História da Literatura Brasileira, agora na 3ª edição atualizada. Considerado um dos 37 escritores-chave do século, entre 300 autores memoráveis, no período entre 1890 e 1990, segundo o crítico suíço Gustav Siebenmann (Poesia y poéticas del siglo XX en la América Hispânica y el Brasil, Gredos, Biblioteca Românica Hispânica, Madrid, 1997). Em 2015, saiu a coleção em 14 volumes de livros de bolso, da poesia esgotada, denominada O Chapéu das Estações, pela Editora Unisul e Escrituras.

Ó Mariana, Mariana,
Quantos fios possui a História?

Que profundeza te banha?
Onde Alphonsus? Onde Ismália?

Onde as casas de tua glória?
A lama subiu nas calhas.

E os gerânios, quem te escora?
Onde o dilúvio sem arca,

E espesso barro, a memória?
Quando o Ararat do vento

Num penedo nos atava.
Ó Mariana, o que cala

No terror, de horda em horda?
A lama subindo as calhas.

ISBN 978-85-7823-262-7
A vida de um rio morto: monumento ao rio Doce
Carlos Nejar
176 p. il.
brochura
14x21cm
R$ 35,00